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NOTICIAS DA ECONOMIA EM TEMPO DE ELEIÇÕES GERAIS Por Ceci Juruá 1. O véu monetário e suas "ilusões" "É dificil imaginar que o congelamento nominal ...dos salários do funcionalismo e a compressão das despesas discricionárias, que ameaça o funcionamento da máquina pública e causa depreciação do capital público, sejam mantidos em 2023. (..) [ Mas vem daí} a melhora nos dados fiscais agregados: -------------- o saldo primário do setor público acumulado em 12 meses , que chegou ao recorde negativo de -9,33% do PIB em janeiro de 2021, transformou-se em superávit de 2,48% em julho de 2022, o melhor resultado desde junho de 2012. --------------- já a dívida bruta do governo geral (DBGG) caiu de 89% do PIB em fevereiro de 2021 para 77,6% em julho de 2022, voltando praticamente ao nível de março de 2022... Acima, trato de dois exemplos que permitem tornar palatável uma conjuntura econômica ameaçadora. O candidato aprecia... Fonte: jornal Valor A-2, de 06-07-2022, col...
OSÓRIO DA ROCHA DINIZ, autor e economista à moda antiga Por Ceci V. Juruá (RJ, agosto 2022) O sonho de Osório da Rocha Diniz (ORD), tal como ele o expressou na obra "O Brasil em face dos imperialismos modernos" 1) foi o aproveitamento das fontes brasileiras de energia para que pudéssemos fazer do Brasil uma grande nação industrial, repetindo de certa forma o sucesso das nações líderes da economia mundial nas primeiras décadas do século XX : Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Faço a seguir uma breve síntese do primeiro capítulo desta obra, capítulo que tem por título "Fontes de energia e matérias primas, escravizando povos e forjando Impérios." Inicialmente ORD discorre sobre a industrialização alemã. Explica que foi graças à indústria que a Alemanha, um país agrícola antes de 1870, conseguiu ultrapassar a França em matéria de valor das exportações internacionais. De fato, a Alemanha pôde se tornar uma potência comercial, como os Estados Unido...
O Centenário da Revolução de 1930 Por Ceci Jurua, em 23-08-2022, publicação no site http://paraisobrasil.org.br 1.Daqui a sete anos poderemos comemorar o primeiro Centenário da Revolução de 1930. Será preciso comemorar, relembrar e agradecer. Esta Revolução foi, na verdade, um movimento popular anti-fascista e anti-comunista, que viabilizou algumas décadas de vivência democrática em ambiente de desenvolvimento econômico e cultural para a geração que nasceu entre 1920 e 1950. 2.Legou-nos também, pela primeira vez em nossa história, instituições competentes e capazes de exercer com soberania a gestão do aparelho de Estado. Assim chegamos a ter, no espaço de meio século, uma posição de destaque na economia internacional, e a capacidade de esboçar, para uma parcela ainda restrita da população brasileira, configurações sociais próximas do estadode- bem-estar do figurino europeu. 3.Todos os avanços que resultaram da Revolução de 1930 estão sendo paulatinamente destruídos desde qu...
Os possíveis estertores do neoliberalismo autoritário. Por Liszt Vieira Publicado por Diario do Centro do Mundo - Atualizado em 12 de agosto de 2022 às 23:18 O presidente da Fiesp, Josué Gomes, declarou em 4 de agosto passado que “Não existe liberalismo sem democracia e Estado de Direito”. No plano teórico, essa frase tem algum sentido. Afinal, os pensadores clássicos do liberalismo, de Tocqueville a Adam Smith, de Montesquieu a Locke, defendiam os direitos individuais, a livre iniciativa e mantinham desconfiança em relação ao Estado, influenciados pela teoria hobbesiana de que o Estado é um mal necessário tendo em vista que “o homem é o lobo do homem”. Tocqueville chegou a dizer que “a anarquia não é o maior dos males que uma democracia deve temer, mas o menor”. A tirania era o grande inimigo do liberalismo. O tempo se encarregou de mostrar que a força do liberalismo não se apoiou nos direitos individuais e políticos, mas na livre iniciativa econômica. A poção mágica do liberalismo...
Artigo de AGENCIA PÚBLICA. https://apublica.org/2022/02/como-o-lobby-de-um-militar-da-reserva-favoreceu-mineradoras-canadenses-na-amazonia/?goal=0_eaf96d902a-95501dca2c-288695088&mc_cid=95501dca2c&mc_eid=acd66701bd Como o lobby de um militar da reserva favoreceu mineradoras canadenses na Amazônia Nos bastidores, velho conhecido de Mourão no Exército faz a ponte entre governo e Forbes & Manhattan, banco responsável por Belo Sun e Potássio do Brasil no exterior 21 de fevereiro de 2022 04:00 Caio de Freitas Paes ESPECIAL: AMAZÔNIA SEM LEI Barroso Magno construiu uma carreira de renome nas Forças Armadas e liderou tropas na missão de paz da ONU no Haiti Defensoria e MPF garantem não ter sido comunicados da inclusão das mineradoras de Forbes & Manhattan na nova política estratégica do governo Negócios recentes incluem até a compra de uma refinaria da Petrobras pelo grupo canadense Receba nossas reportagens que tratam de temas urgentes para o planeta no seu e-mail. A...
A erosão da Soberania Nacional frente a uma sociedade anestesiada pela Operação Lava Jato Ceci Juruá Ao longo da história do capitalismo, as sociedades liberais vem sendo constituídas sobre algumas assertivas doutrinárias, teses construídas e maquiadas sobre duas plataformas. Por um lado, para o grande público, vende-se a idéia de individualismo e de liberdade. Por outro lado, para os atores econômicos, a plataforma doutrinária impõe a prioridade do Mercado na configuração das transações comerciais. Para os liberais, a ordem econômica preferida, no campo internacional e internamente, é aquela que implica na mercantilização absoluta das trocas, que tudo se torne mercadoria, cabendo ao mecenato cobrir eventuais brechas humanitárias que ameaçam uma necessária, porém mínima, paz social. Ao Estado, dizem os doutrinadores, cabem funções de assessoria aos mercados, tais como regulação/fiscalização das trocas mercantis. Sistema de poder e sistema político, o Estado deve – prior...
ARTIGO DE INTERCEPT - RAFAEL MORO MARTINS, Editor Sênior QUERO A AMAZONIA DE PÉ ! Sexta-feira, 15 de julho de 2022 Maior operação da PF contra garimpo começou aqui Olá, Em setembro de 2021, publicamos a reportagem "Gana por ouro — Mineradora novata já explorou 32 vezes mais ouro do que o previsto em área protegida da Amazônia", do repórter Hyury Potter. Após oito meses de apuração exaustiva, revelamos que a mineradora se instalou em uma unidade de conservação federal de Itaituba, no Pará, mesmo sem a licença exigida para isso. Ainda mais grave: mesmo oficialmente só tendo uma mina em funcionamento, produzia ouro (e lucro) em ritmo frenético, acima das maiores mineradoras do mundo. Quase um ano depois, o caso, que teve perícia da Polícia Federal fortemente baseada na matéria do Intercept, voltou a atrair a atenção nacional, e vou te contar por quê. No último domingo, o Fantástico levou ao ar uma longa matéria sobre a Gana Gold. A reportagem do TIB, feita em parceria com...